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domingo, 26 de abril de 2015

Forte terremoto atinge o sul da Ásia e deixa mortos e feridos.

O terremoto deste sábado (25) atingiu 7.8 na Escala Richter, o mais forte no Vale de Katmandu nos últimos 80 anos. Segundo o site Publico, o Nepal sofre um terremoto fortíssimo a cada 70 anos, mais ou menos. É a instabilidade geológica da região que explica o Himalaia, cordilheira que aumenta de tamanho a cada movimento tectônico. Ou seja, o desastre que ocorreu em 2015 já era esperado há anos. E como a população do Vale de Katmandu aumentou muito desde o último tremor forte, era quase certo que um novo terremoto fosse devastador.
Além da questão geológica, que não pode ser evitada, há o problema do homem: 93% dos prédios de Katmandu não têm projeto de engenharia. Por isso, a estimativa, caso ocorresse um novo terremoto, era de que até 60% de Katmandu deixasse de existir. Analistas mais drásticos chegavam a sugerir que um novo sismo na região poderia deixar até 100 mil mortos.
Por sorte – se é que se pode falar em sorte numa situação dessas – parece que o tremor do Vale de Katmandu foi bem menos devastador do que o previsto. As autoridades falam em cerca de 1600 mortos no país, incluindo 8 alpinistas que subiam o Everest e foram surpreendidos por uma avalanche.
Mas isso não diminui a força das imagens que surgem do Twitter. As Praças Reais de Katmandu e de Patan, Patrimônios da Humanidade segundo a Unesco, parecem ter entrado na lista de lugares que não existem mais. A torre de Dharahara, monumento nepalês mostrado abaixo, também desabou.
Alguns monumentos e templos aparentemente podem ser restaurados, como o Swayambhunath, chamado de Templo dos Macacos, e a Durbar Square de Bhaktapur, a mais incrível Praça Real do Vale de Katmandu. Outros, infelizmente, parecem estar acima de qualquer restauração, pelo menos ao observar as fotos.
O Nepal é o segundo país mais pobre da Ásia, na frente só do Afeganistão, devastado por guerras, os terremotos causados pelo homem. E os problemas do Nepal só estão começando, afinal tremores fortes são esperados para as próximas horas. Depois será preciso lidar com os problemas deixados por terremotos, que normalmente significam mais mortes.
E ainda tem a questão econômica: o Nepal recebe tantos turistas estrangeiros quanto Brasil, que é muitas vezes maior. A economia nepalesa depende do turismo. E o fluxo de turistas ao país já está interrompido – não há voos para Katmandu neste momento. A situação deve permanecer assim por um bom tempo, em breve por vontade dos turistas, que logicamente evitam áreas de crise.

Como ajudar o Nepal ?


Estados Unidos e Índia já anunciaram que enviarão ajuda ao Nepal. A União Europeia estuda fazer o mesmo. Algumas ONGs já pedem doações para enviar ao país: