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domingo, 21 de junho de 2015

Inside Out - Um Filme Cheio de Emoções, Literalmente.

"Já olhou para uma pessoa e pensou, o que se passa na cabeça dela?"



Quem acompanha animações, deve ter reparado no curioso trailer desse filme, e possivelmente perguntando-se como seria essa ideia das emoções serem pequenos seres que controlam suas ações. Foi então que depois de meses aguardando ansiosamente pelo filme ser de fato lançado, no dia 18 de junho, "Inside Out", ou "Divertida Mente", chegou aos cinemas. Pixar nos brinda com uma história divertida, tocante e ao mesmo tempo extremamente reflexiva.
Deixarei o trailer caso não tenham assistido ainda, e ainda recomendo só um dos trailers, para aumentar mais a curiosidade do filme. Acreditem, serão surpreendidos, como eu fui, e confesso que minhas expectativas para esse filme estavam gigantescas, e mesmo assim fui surpreendida no desenrolar da história.



Enredo:
Riley é uma garotinha de 11 anos e é extramente feliz, com uma ótima relação com os pais, além de adorar jogar hockey com seus amigos, na cidade interiorana de Minnesota. Até o dia em que seus pais resolvem se mudar para São Francisco, para a surpresa não só da menina, como de suas próprias emoções. Alegria, Raiva, Nojinho, Tristeza e Medo. Após uma confusão causada pela Tristeza, Alegria, a líder, resolve arrumar a "bagunça", dando início à uma frenética aventura pela cabeça da garotinha. Sem contar que o curta-metragem que é exibido antes do filme inicia-se, chamado Lava, é extramente fofinho e bonito, que conta a história de um vulcão cantante, que deseja ter sua alma gêmea.


Personagens:
Alegria desempenha sua função de líder com proeza, almejando sempre boas lembranças para Riley, além de possuir um carinho especial pela menina, afeiçoando-se deis do nascimento. Tristeza sente-se desprezada pelas demais emoções, com seu jeito desajeitado e pessimista, e tudo que ela mais deseja é ser tão essencial quanto Alegria. Raiva é aquilo que se espera, um sujeitinho ranzinza e sarcástico, ele garante boas gargalhadas com seu jeito impulsivo, que aliás, em minha opinião, é um personagem extremamente carismático com seu mal humor. Nojinho prioriza a saúde da menina, mesmo que seja meio fresca e metida, é uma boa personagem, mas não me afeiçoei muito com ela. Já o Medo prioriza muito a segurança, além de ser cauteloso e neurótico com tudo, também gostei muito das ideias mirabolantes do que podia vir a acontecer numa situação simples, como o primeiro dia de aula, sugerindo que um meteoro pudesse colidir na escola. Mesmo paranoico, garante inúmeras risadas. Também há um outro personagem cativante e divertidíssimo, sem dúvida um dos melhores, mas deixarei que vocês descubram quem ele é durante a sessão.

Dubladores: 
Amy Poehler/Miá Mello: Alegria
Bill Hader/Otaviano Costa: Medo
Lewis Black/Léo Jaime: Raiva
Mindy Kaling/Dani Calabresa: Nojinho
Phyllis Smith/Katiuscia Canoro: Tristeza

Opinião:
Eu poderia dizer que foi um dos melhores filmes da Pixar, mesmo sendo voltado para o público infantil, os adultos também podem vir a gostar, já que possuí algumas piadas que apenas o público mais velho irá entender. O ritmo do filme é fluído, possuí maneiras criativas de enredo, além de saber dosar melancolia e reflexão. Não quis dar tantos detalhes de como funcionam as emoções e como tudo é estruturado, porque acho que essa é a parte mais interessante da animação. Percebe-se um amadurecimento e trama bem desenvolvido, diálogos que funcionam, além de ser equilibrado, tendo momentos em que você pode gargalhar alto e outros que sentirá o olho ficar marejado. A trilha sonora é simplesmente impecável e simples, deixando seu espectador com a emoção que eles desejam transmitir com determinada cena. O 3D não é necessário e para aqueles que preferem ver legendado, não fiquem desesperados se só tiverem sessões dubladas, a dublagem brasileira está muito boa. Um fato curioso, quando for ver o filme, note as cores, tanto da ambientação quanto das roupas da Riley. No começo do filme, as roupas são extremamente coloridas, com tons vívidos e com desenhos. Já no segundo ato, as cores ficam desbotadas e escuras, até o ambiente ganha um aspecto mais depressivo. Esse pequeno detalhe não está a toa, é uma forma sutil de abordar como os sentimentos de Riley estão conflitantes e como ela mesma está ficando cada vez mais fechada. Até mesmo as cores das próprias emoções tem um significado. Vale a pena observar esse ponto. Mesmo tendo temática voltada para as crianças, "Divertida Mente" aborda um tema pesado, com uma sutileza impressionante. A depressão. O que de fato foi uma sacada genial da Pixar, por isso, a recomendação de adultos também assistirem o filme. Se esse filme vale a pena ser assistido? Claro que sim! Pode preparando-se para das boas risadas e também sentir uma vontade de chorar, e depois sorrir novamente. E não se preocupem caso saírem da sessão achando que tem pessoinhas coloridas comandando sua mente.