Na reunião que teve com a oposição na segunda-feira 27, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que está disposto a aceitar um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff
Na reunião que teve com a oposição na segunda-feira 27, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que está disposto a aceitar um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Mas estabeleceu uma condição: ele só entra nessa aventura se os partidos contrários ao governo chegarem a um consenso sobre o assunto. Cunha deu prazo de 30 dias para que essas legendas se entendam. Sem a unidade dos oposicionistas, o presidente da Câmara teme se desgastar sozinho com os petistas.
Em outra reunião, com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Eduardo Cunha abusou da informalidade ao falar das dificuldades de aprovação do ajuste fiscal proposto pelo governo. “Você vai se f... , porque desse jeito nós não vamos aprovar o ajuste”. Nesse caso, Cunha não quer aparecer para os brasileiros como patrocinador de medidas impopulares.
O ajuste patina
As discussões sobre o ajuste fiscal esfriaram nas duas últimas semanas no Congresso. Como o PT insiste em criticar as medidas provisórias decididas por Joaquim Levy, os outros partidos da base também se sentem desobrigados a apoiar as mexidas nos direitos trabalhistas.
Onde eles querem chegar?
O Palácio do Planalto tem dificuldade para entender onde o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e Eduardo Cunha pretendem chegar com os desentendimentos em assuntos de interesse do governo. Afinal, nessa briga, eles também saem arranhados.